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Voltar 25/11/2015 - Agência Estado

PETRÓLEO

Rio quer tirar da Petrobras área de petróleo

Com as receitas em queda com a crise no setor de óleo e gás, o governo do Rio de Janeiro articula para que empresas privadas possam assumir a recuperação da produção em campos maduros da Bacia de Campos, a principal do País. Hoje, concedidos à Petrobras, os campos poderiam aumentar em até 300 mil barris por dia a produção com novos investimentos, segundo estimativas da Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O aumento ampliaria a arrecadação de royalties e reativaria a cadeia produtiva do setor, afetada pela crise na estatal. A expectativa no governo do Rio é de que as empresas privadas possam assumir as áreas em parceria com a Petrobras ou após novas licitações.

O tema foi discutido pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e a diretora da ANP, Magda Chambriard, na segunda-feira. A agência já estuda um pedido da Petrobras para renovar 262 concessões da estatal que venceriam em 2025 sem nova licitação. A avaliação do governador é que as áreas têm sido preteridas pela Petrobras, focada no pré-sal. Por isso, articula para que além da obrigatoriedade de novos investimentos, a renovação das concessões seja condicionada à parcerias com empresas privadas.

“A gente sabe que a Petrobras hoje não está fazendo investimentos nesses campos. Todos os técnicos e especialistas falam que aí têm grande potencial de aumento de produção de petróleo se a gente tiver investimentos”, afirmou o governador, ontem. “Levei à presidente Dilma ideias de a gente ativar mais a produção de petróleo no pós-sal. Não adianta ficar só atrás de uma crise e ver o desemprego chegar.”

Declínio

Principal região produtora do País, a Bacia de Campos já representou mais de 80% da produção nacional, mas enfrenta rápido declínio. Hoje, representa cerca de 65%. Em setembro, a produção nos campos maduros no pós-sal ficou abaixo de 2 milhões de barris diários pela primeira vez em dois anos. Com a menor produção, as receitas governamentais caíram. Ao longo do ano, segundo Pezão, as perdas do Estado foram de 16%. Em alguns municípios, a queda passa de 30%.

A proposta de renovação das concessões de 1998, partiu da própria Petrobras. Um grupo de trabalho foi criado na ANP para avaliar o pedido, que envolve os campos de Marlim, Albacora e Roncador, na Bacia de Campos, entre os dez principais do País. “A Petrobras, no plano de negócios do último ano, previa duas unidades para Marlim até 2020, agora só prevê uma. Mas a empresa tem uma receita de produção maior que dez anos para justificar a renovação dos campos”, afirmou Magda, durante evento em outubro. Caso as concessões não sejam renovadas, elas podem ser alvo de novos leilões.

“O importante é ter a recuperação da produção. Além dos royalties, há movimentação de navios, cadeia de logística e mais empregos”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis) do Rio, Marcos Capute. “A Petrobras pode devolver as áreas ou vender. Se renovar, pode ter compromisso de parcerias com empresas privadas. O Rio sofre muito com a situação da Petrobras, tem que ter uma solução”, completou.

Articulação semelhante já existe no Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe, relacionadas a mais de 180 campos terrestres. A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás estima que a produção poderia dobrar com investimentos de até R$ 6 bilhões. A proposta, sondada pelo governo da Bahia, é que sejam formados clusters para a exploração conjunta dos campos por grupos de empresas de pequeno e médio portes que poderiam gerar até 400 mil empregos.

 

by vm2

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