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Voltar 12/02/2015 - Valor Econômico

COMÉRCIO EXTERIOR


Acordos com China não afetam relação com Brasil, diz ministro

argentino

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, disse ontem que a série de acordos que a presidente Cristina Kirchner fechou na semana passada com a China não afetará as relações com o Brasil.

"Ao contrário, isso vai potencializar [o relacionamento com o Brasil], porque a Argentina vai ganhar força", disse, ao sair de reunião entre representantes do governo argentino e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A recente viagem de Cristina a Pequim, onde ela firmou uma série de acordos, chamou a atenção dos exportadores brasileiros, que vêm perdendo espaço no mercado argentino para os chineses.

Os empresários argentinos também temem pelos acordos com a China. A União Industrial Argentina, que representa o setor industrial no país, pediu uma reunião com a presidente para discutir os acordos. A principal preocupação dos empresários é que parte desses entendimentos preveem obras de infraestrutura sob comando de empresas chinesas.

Além do impacto na atividade do setor produtivo no país, eles também temem pelo emprego. Estaria embutida nos acordos a possibilidade de os investidores levarem mão de obra chinesa para a Argentina.

Após o encontro em Buenos Aires, o chanceler Mauro Vieira optou pela diplomacia ao dar a resposta sobre o assunto: "A China é importante para todos os países da região (Mercosul)", disse, referindo-se ao Mercado Comum do Sul. Vieira lembrou que também o Brasil tem uma relação comercial importante com os chineses.

Vieira passou o dia de ontem reunido com representantes do governo argentino. Pela manhã e esteve com o chanceler Héctor Timerman, com quem almoçou. À tarde, reuniu-se novamente com Timerman, além dos ministros Axel Kicillof, da Economia, e Débora Giorgi, da Indústria, além do ministro-chefe de gabinete, Jorge Capitanich.

O ministro brasileiro disse que os encontros foram produtivos para ele se informar. "Passei cinco anos afastado das relações com a Argentina", disse. Antes de assumir o ministério, no início deste ano, Vieira foi embaixador nos Estados Unidos.

Na tentativa de restabelecer as relações comerciais, abaladas sobretudo pelas restrições da Argentina à entrada de produtos importados no país, decidiu-se por uma reunião para depois do Carnaval. Segundo Timerman, o encontro será entre os vice-ministros das áreas de economia e indústria.

"É preciso afinar a relação, torná-la mais fluida, como vínhamos fazendo", destacou ele. Falta ainda decidir se esse encontro, que acontecerá entre fim de fevereiro e início de março, será em Brasília ou Buenos Aires.

Segundo o chanceler argentino, as reuniões de ontem trataram de uma série de assuntos, como Mercosul e o futuro da Unasul. "O Brasil representa uma das estratégias mais importantes para a Argentina", disse. Os dois chanceleres voltarão a se reunir daqui a três meses, em Brasília.


by vm2

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