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Voltar 06/12/2018 - Valor Econômico

PETROBRAS

Petrobras quer US$ 27 bi em venda de ativos

Por Rodrigo Polito, Alessandra Saraiva e Rita Azevedo | Do Rio e de São Paulo

Sem a corda no pescoço, a Petrobras continuará buscando a redução da alavancagem no plano de negócios e gestão 2019-2023, divulgado ontem, porém com menos pressão. O plano de desinvestimentos, de US$ 26,9 bilhões para todo o horizonte do plano, deixou de ser uma ferramenta para a redução da dívida e passa a ser tratado agora dentro da gestão de portfólio da estatal.

De acordo com o plano, a empresa pretende alcançar a relação dívida líquida/Ebitda de 1,5 vez em 2020. Com previsão de geração de caixa após dividendos, impostos e contingências de US$ 114,2 bilhões no horizonte do plano, valor 23,9% inferior ao previsto na versão anterior, o diretor Financeiro e Relações com Investidores, Rafael Grisolia, disse que a companhia prevê aumentar o "payout" (percentual do lucro líquido distribuído aos acionistas em forma de dividendos) a partir de 2021.

"A companhia está gerando muito mais caixa. Entendemos que vamos fechar o ano perto de 2,5 [dívida líquida/Ebitda] e vamos passar o ano de 2019 abaixo de 2. E estabilizaremos a companhia, em termos de estrutura de capital, em torno de 1,5 vez", disse o executivo, em teleconferência com analistas. Segundo ele, para manter o nível de endividamento em 1,5 vez "a gente tem que, a partir de 2021, exercer uma política de dividendos bem mais agressiva mesmo".

Segundo o diretor de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da empresa, Nelson Silva, a política de preços de combustíveis alinhada com o mercado internacional continuará sendo uma alavanca de valor para a empresa no novo plano, junto com parcerias e desinvestimentos, disciplina de capital e otimização de despesas operacionais.

Com relação aos desinvestimentos, Grisolia explicou que o montante de US$ 26,9 bilhões é relativo à carteira atual do programa, cujos ativos já foram anunciados ao mercado. O valor inclui, por exemplo, o plano de parcerias em refino, divulgado anteriormente ao mercado e por meio do qual a estatal pretende se desfazer de 60% de participação em ativos no Sul e Nordeste.


De acordo com Grisolia, não há previsão de venda do controle da BR Distribuidora. "Não está no atual plano. Achamos que tem outras prioridades", afirmou.

O vice-presidente eleito, general da reserva Hamilton Mourão, disse em recente evento a investidores que a BR Distribuidora seria um dos ativos que poderiam ser privatizados pela Petrobras.

Com relação à produção, a Petrobras prevê um crescimento anual de 5% em petróleo e gás natural nos próximos cinco anos. Para 2019, a meta é alcançar produção de 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) de petróleo e gás natural, com aumento de 3,7% na comparação com 2018.


Sobre a meta de produção de petróleo em campos nacionais - principal métrica operacional da empresa -, a estimativa é alcançar 2,3 milhões de barris diários em 2019, com crescimento de quase 10% ante a meta deste ano, de 2,1 milhões de barris diários.

A Petrobras prevê a entrada em operação de 14 plataformas entre o fim deste ano e 2023. Para 2019, a companhia estima iniciar a produção nas unidades P-68 (Berbigão) e P-76 e P-77 (Búzios), todas no pré-sal da Bacia de Santos.

Do total de investimentos previstos em exploração e produção (E&P) para o período de 2019 a 2023, de US$ 68,8 bilhões, 70% serão voltados para o desenvolvimento da produção, 16% para exploração e 14% em infraestrutura e pesquisa e desenvolvimento (P&D). Com relação ao desenvolvimento da produção, dos US$ 48,4 bilhões de investimentos previstos, 56% serão para o pré-sal e 44% para o pós-sal.

Em exploração, os investimentos estimados de US$ 10,8 bilhões representam um aumento de 59% ante o plano anterior.

Na área de refino, o investimento previsto é de US$ 1,3 bilhão. O principal projeto da carteira é a conclusão da segunda etapa da refinaria RNEST, em Ipojuca (PE). A refinaria do Comperj, em Itaboraí, na região metropolitana do Rio, permanece em estudo de viabilidade, em parceria com a petrolífera chinesa CNPC.

Na área de energias renováveis, que receberá investimentos de US$ 400 milhões até 2023, o foco da empresa será as fontes eólica e solar. Segundo Silva, a companhia pretende participar de leilões de energia solar.


Fonte: Valor Econômico, 06/12/2018

by vm2

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