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Voltar 26/10/2018 - Jornal do Comércio, Felipe Vieira

Indústria 4.0

Mesmo que somente 3% dos fabricantes de máquinas do Estado não tenham interesse em investimentos referentes a indústria 4.0, o caminho a ser percorrido pelo segmento ainda é longo, na avaliação do vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Hernane Cauduro. O interesse do setor pelo tema foi levantado por pesquisa realizada pela instituição, em conjunto com Núcleo de Engenharia Organizacional da Ufrgs, divulgado nesta quinta-feira, na Fiergs. 

Os dados ainda mostram que 15% das empresas se dizem totalmente engajadas com investimentos concretos em tecnologias que se incluem no novo patamar industrial, além de outros 24% manifestarem o desenvolvimento de projetos voltados à implantação de novos sistemas. "Precisamos fazer bastante para mudar a nossa realidade para a indústria 4.0, mas podemos notar  que existe um diferenciação de acordo com o porte, uma vez que as maiores estão em estágio mais avançado em relação as pequenas", observa Cauduro.

A maior parte das indústrias ainda encontra-se na etapa 1 de implementação de novas tecnologias, baseada na integração vertical, eficiências energética e rastreabilidade, entre outros. É somente na etapa dois questões como automação e virtualização, inerentes ao patamar industrial mais atualizado, são consolidados. Como última fase do processo de consolidação está a flexibilização da linha de montagem para customização de produtos. 

Ligado ao núcleo de engenharia organizacional da Ufrgs, o professor Alejandro Frank observa que há carências significativas por parte dos fabricantes do segmento. No que tange a Smart Suply Chain, que considera tecnologias de comunicação e integração de informações na cadeia de suprimentos, as empresas gaúchas alcançam os dois pontos na escala de implementação, dos cinco possíveis, de acordo com a média nacional. "Além disso, existe falta de integração entre o próprio chão de fábrica e os sistemas empresariais", considera, ao avaliar a necessidade de integração entre todos os níveis.

A maior atenção das empresas, no momento, está no uso de Cloud (dados em nuvem). Na escala de implementação, medida de um a cinco, as corporações gaúchas apresentam grau pouco abaixo do três, enquanto a média nacional fica pouco acima deste número. O uso de Internet das Coisas, Data Analytics e ferramentas de Big data também deixam a desejar nas empresas do Estado em relação à média nacional. 

A partir disso, Frank defende que as indústrias busquem complementariedade setorial. "Às vezes não há a possibilidade de desenvolver ações a partir de Big Data na minha empresa, mas existem empresas no estado especialistas nisso", diz, ao defender que a busca por soluções aumenta o potencial competitivo da empresa. Por outro lado, as mais de 90 empresas consultadas alegaram principalmente questões financeiras para o interesse pelo tema, seguido por razões mercadológicas, técnicas e normativas.

Fonte: Jornal do Comércio, Felipe Vieira  
by vm2

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