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Voltar 27/08/2018

MAQUINAS PARA CONSTRUÇÃO

 De 2014 para 2016, os fabricantes de máquinas para a indústria de construção e mineração viram a sua produção cair exatos 50,4%. Em 2017, os negócios tiveram uma ligeira melhora, de 8,7%; agora, em 2018, os sinais de recuperação já se fazem sentir com maior força, com crescimento de 37,9% até julho.


“Até o final deste ano não deve haver mudança no cenário político. Assim, se mantivermos esse desempenho, na faixa de 40%, será considerado um resultado bem positivo”, observa Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema - Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração, que reúne as empresas do setor. O executivo lembra que a queda foi tão expressiva nos últimos anos que mesmo com o atual crescimento o mercado interno não chegará a absorver metade da capacidade instalada da indústria local. A maioria dos fabricantes no Brasil está utilizando apenas 1 turno de produção, enquanto alguns poucos estão em regime de dois turnos.


Para tanto, as exportações têm sido fundamentais. No primeiro semestre, as vendas externas registraram expansão de 39%, com crescimento mais expressivo do segmento de máquinas de terraplanagem e perfuração: 47,1%. As exportações de tratores também apresentaram bons resultados, com alta de 37,3% sobre o primeiro semestre do ano passado. Projeções da entidade estimam que o volume das exportações em 2018 chegará a US$ 5,56 bilhões.


Para Daniel, um dos grandes entraves à retomada da indústria de máquinas de construção é a forte diminuição dos investimentos em infraestrutura - em rodovias, ferrovias, saneamento etc. Anos atrás, explica o executivo, uma fotografia do País mostraria uma grande concentração de máquinas em Belo Monte, nas obras da Copa do Mundo/Olimpíadas, nas refinarias da Petrobras, em ferrovias. Hoje, sem as grandes obras, a distribuição das máquinas está mais pulverizada.


Daniel se mostra otimista com relação aos próximos exercícios. “Existe a necessidade de se investir em infraestrutura e existe capacidade para produzir, o que falta é alinhamento político e segurança jurídica para investir”, afirma. “Passadas as eleições e se o eleito conseguir estabilizar minimamente a economia, os investimentos retornarão. Não de forma abrupta, mas gradativa. Mas economia brasileira é muito dinâmica e, ao contrário de alguns, acredito que em dois ou três anos já será possível retornar ao patamar de 2014, ano em que registramos nosso recorde de produção”, avalia.


SEMINOVAS - O cenário político e a operação Lava Jato (que atingiu diretamente as construtoras) tiveram forte impacto na queda da produção de máquinas de construção e mineração. De outro lado e associado a estes fatores, muitas máquinas financiadas pelo BNDES até 2013 foram retomadas pelos bancos e recolocadas no mercado como seminovas a preços atrativos, o que também afetou as vendas de novas máquinas. Aparentemente, essa questão já foi equacionada, o que deve contribuir para o aumento da produção.


Daniel aponta ainda outros fatores que devem contribuir para a recuperação do mercado. “As máquinas da linha amarela têm uma depreciação forte e, depois de cinco anos de investimento baixo, há a necessidade de renovar a frota, inclusive pelo aspecto operacional”, diz, lembrando que o câmbio - no atual patamar - também deve favorecer a indústria, com o aumento das exportações.

by vm2

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