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Voltar 07/02/2018 - Estado de Minas

INVESTIMENTOS


São Paulo - O grupo chinês CEE Power quer expandir a atuação no setor elétrico do Brasil, onde arrematou em 2016 uma concessão para construir um lote de linhas de transmissão, e os investimentos previstos devem incluir a implementação de uma fábrica local de equipamentos, disse o diretor comercial da CEE Power no Brasil, Marcio Coelho.

O interesse do grupo segue-se a negócios bilionários fechados nos últimos anos por empresas chinesas na área de energia do Brasil, como as gigantes State Grid, China Three Gorges, State Power Investment Corp (Spic) e Shanghai Electric.

“A ideia é viabilizar uma fábrica de equipamentos no Brasil, dos principais equipamentos utilizados em transmissão e geração. E enquanto isso vamos construindo uma carteira de ativos... estamos constantemente monitorando o mercado”, disse Coelho, referindo-se a uma possível participação em projetos novos.

Após a estreia em 2016, a companhia e seu braço internacional Real You Group chegaram a participar de leilões no Brasil no final de 2017 que ofereceram concessões para novos projetos de transmissão e para a construção de usinas solares, mas a forte competição nas disputas levou a empresa a recuar.

O leilão de projetos de transmissão teve um deságio médio de mais de 40%, enquanto os certames de geração registraram os menores preços da história do País para a contratação de novas usinas eólicas e solares, em meio a um forte interesse de investidores estrangeiros por ativos de energia no Brasil.

“Apesar de sermos chineses, somos uma empresa privada na China, e somos menores que uma State Grid... nossos passos são mais cautelosos, os projetos têm que ter retorno financeiro”, disse o diretor da CEE Power no Brasil.

Ele afirmou que o grupo irá avaliar os próximos leilões de concessões de transmissão, mas provavelmente arquivará por ora os planos de entrar também no setor de geração no País, devido à queda dos retornos com a intensa disputa.

As linhas de transmissão em construção pelo grupo, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, devem receber mais de R$ 200 milhões em investimento e a empresa quer antecipar as operações, previstas para junho de 2020, em pelo menos seis meses.

O diretor afirmou que o empreendimento utilizará capital próprio da CEE Power e financiamentos internacionais. A empresa também avalia emitir debêntures de infraestrutura no Brasil para financiar o projeto, mas no momento não há intenção de utilizar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fábrica -  Enquanto avalia novas oportunidades de negócio, a CEE Power quer montar uma fábrica no Brasil para produzir equipamentos de média tensão.
O empreendimento deve receber um investimento de R$ 20 milhões e ser erguido em Santa Catarina, em parceria com uma empresa local, afirmou o diretor comercial da CEE Power no Brasil.

“O plano inicialmente é montar uma pequena operação, um investimento de R$ 20 milhões... a gente deve colocar para rodar este ano ainda, em parceria com uma empresa brasileira. Vamos produzir para-raios, chaves fusível, isoladores e religadores”, disse.

O grupo oriental ainda quer no futuro fazer um investimento próximo a US$ 50 milhões, para montar uma unidade maior no País, provavelmente por meio de uma joint venture com outra companhia chinesa, afirmou Coelho, sem detalhar os prazos estimados para o movimento.


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