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Voltar 01/02/2018 - Diário do Comércio

ENCOLHIMENTO

AE
  
São Paulo - Balanço divulgado ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostra que o faturamento do setor caiu 2,9% no ano passado. No total, as fábricas de máquinas faturaram R$ 67,14 bilhões com exportações e vendas internas.

O resultado reflete a queda de 7% registrada nas vendas domésticas, cujo desempenho negativo foi parcialmente compensado pelo crescimento de 16,6% das exportações, que chegaram a US$ 9,09 bilhões.

As importações de máquinas no Brasil recuaram 17,2% no ano passado, num total de US$ 12,77 bilhões, o que levou a uma queda de 51,7% no déficit da balança comercial do setor. O saldo negativo do ano passado nas trocas comerciais foi de US$ 3,68 bilhões.

No total, o consumo de máquinas e equipamentos no País, termômetro dos investimentos das empresas nas linhas de produção, encolheu 19,3% em 2017, para R$ 84,88 bilhões.

O setor terminou o ano passado empregando 289,6 mil pessoas. A ocupação média por mês foi de 291 mil trabalhadores, o que corresponde a uma queda de 4,5% em relação a 2016.

Projeções - Após cinco anos seguidos com o faturamento em queda, a indústria nacional de máquinas e equipamentos deve crescer entre 5% e 10% em 2018. Diretores da Abimaq alertaram, porém, que as incertezas no campo político são altas num ano de eleição, o que justifica a faixa larga entre as previsões mínima e máxima.

A Abimaq está preparando um documento, com foco em medidas de incentivo à retomada dos investimentos, para apresentar aos pré-candidatos da eleição presidencial de outubro.

“A economia pode até crescer entre 2,8% a 3% neste ano, mas o crescimento não vai se sustentar se for focado apenas em consumo. Vamos levar a presidenciáveis a necessidade de investir”, afirmou João Carlos Marchesan, presidente do conselho de administração da Abimaq. Segundo o executivo, se o futuro presidente tiver o compromisso de “reindustrializar” o Brasil, as fábricas de máquinas podem voltar a ser o que foram há 15 ou 20 anos.

Por enquanto, a previsão de retomada do setor se sustenta na perspectiva de um crescimento de 2,7% da atividade econômica. Na indústria de transformação, principal cliente do setor, as previsões da Abimaq apontam para um crescimento entre 4% e 5% em 2018.

“A estimativa é que a safra vai puxar o PIB um pouco para baixo, mas há consenso de que a indústria vai crescer”, comentou Mário Bernardini, diretor de competitividade da Abimaq. Ele disse ver uma tendência de crescimento mais disseminado no consumo de bens de capital, inclusive com a recuperação das fabricantes de máquinas de construção.

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