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Voltar 27/06/2018 - Diário do Comércio

FATURAMENTO

Mara Bianchetti
  
A greve dos caminhoneiros, que parou o Brasil por 11 dias no mês passado, impactou fortemente o desempenho da indústria de bens de capital em maio. Tamanhas foram as perdas que o setor em Minas Gerais teve seu ritmo de crescimento interrompido e pela primeira vez no ano apresentou recuo no faturamento na comparação com o mês imediatamente anterior.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) – regional Minas Gerais, o faturamento do setor caiu 3,5% no quinto mês deste ano frente a abril, enquanto em relação ao mesmo mês do exercício passado, a queda chegou a 5%. Da mesma maneira, em âmbito nacional, a atividade apresentou baixas de 3,1% e 6,2%, respectivamente.

O vice-presidente regional Abimaq-MG, Marcelo Veneroso, destacou que embora as economias nacional e mineira viessem apresentando crescimento nos últimos meses, ainda se percebia oscilações nos resultados. Assim, segundo ele, chegou-se a pensar em uma tendência de alta, mas a paralisação dos caminhoneiros em protesto pelos aumentos do preço do diesel e pela política de preços de combustíveis da Petrobras, afetou e pode ter sido o principal motivador do desempenho negativo apresentado pela atividade no mês passado.

“No caso de Minas, podemos dizer que o impacto foi até brando e que pode ser que ainda tenhamos mais efeitos nos resultados de junho, pois as consequências do movimento foram grandes e provocaram efeitos em cadeia”, explicou.

Ainda conforme o balanço da entidade, as exportações de máquinas e equipamentos no Estado caíram 6% sobre abril e 9% quando comparadas com maio do ano passado. Enquanto isso, o nível de utilização da capacidade instalada aumentou 0,3% frente ao mês imediatamente anterior e 2% na comparação anual.

Já no que se refere ao número de empregos, os desempenhos foram de 0,3% em maio contra abril e de 2% em maio deste ano contra maio de 2017.

Diante de números diversos e algumas oscilações, tanto a diretora executiva de mercado externo da Abimaq nacional, Patrícia da Silva Gomes, como Veneroso afirmaram ainda ser cedo para falar em revisões ou manter as expectativas de crescimento traçadas no início deste exercício.

“Ainda mantemos nossa perspectiva de crescimento na casa dos dois dígitos ao final de 2018, mas só teremos certeza da confirmação após os números de junho”, confirmou. Em nível nacional a expectativa é de crescimento de 7%.

Recuperação demorada - O dirigente lembrou que serão necessários pelos menos dez anos para recuperar as perdas amargadas pela indústria de bens de capital mineira durante a recessão econômica no Brasil. Segundo ele, provavelmente, a atividade foi uma das mais prejudicadas com a crise. Só em Minas o setor acumulou baixa de 70% no faturamento nos últimos quatro anos.

“Tudo o que cai demais, quando cresce, parece estar crescendo muito. E este é o nosso caso. Alguns índices podem estar indicando bom desempenho da indústria de máquinas e equipamentos, mas é preciso destacar que as perdas nos últimos anos foram muito maiores”, ressaltou.

O vice-presidente regional afirmou que a expectativa é de que o desempenho no decorrer do segundo semestre seja melhor que o registrado na primeira metade deste ano. No entanto, ele lembrou que os próximos meses ainda sofrerão os efeitos da Copa do Mundo e do período eleitoral.

“Ano de eleição é sempre uma incógnita, pois alguns investimentos são acelerados pelo governo em exercício, enquanto outros projetos são deixados de lado. E ainda existem as incertezas quanto ao futuro do País, que refletem na confiança dos empresários, que não investem”, lembrou.

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