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Voltar 18/10/2017 - Diário do comércio

Abimaq faz 80 anos cobrando investimento em infraestrutura

Mara Bianchetti
  
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) chega aos 80 anos comemorando as conquistas alcançadas com o passar do tempo e em busca de novas oportunidades para o setor de bens de capital. A entidade enaltece a evolução da atividade desde a sua fundação, em 1937, mas também ressalta suas preocupações com a chamada desindustrialização que afeta a área desde a década de 1990. Os desafios da atualidade são enormes e dependem, principalmente, de investimentos em infraestrutura, que tanto faltam no País.

A avaliação é do presidente da entidade, José Velloso Dias. “O desenvolvimento da indústria brasileira se confunde com o desenvolvimento do setor de máquinas nacional. Os primeiros segmentos a emitirem demanda por este tipo de equipamento foram o têxtil e o agrícola. Desde então, a indústria de bens de capital cresceu muito e hoje a Abimaq, sediada em São Paulo, conta com 35 câmaras setoriais e dez regionais espalhadas pelo País”, detalhou.

Com o passar de oito décadas, muitos pleitos foram liderados pela entidade, entre os quais o presidente destaca melhores condições de financiamento para máquinas agrícolas e industriais, a desoneração de impostos federais para investimentos em maquinário, isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), incentivo à inovação tecnológica, entre outros.

“O mais recente deles foi a ativa participação do Sindimac (Sindicato Nacional da Indústria de Máquinas) na elaboração da reforma trabalhista, que entra em vigor no mês que vem. O sindicato patronal da categoria foi responsável por cinco emendas presentes no texto”, salientou.

Em relação aos próximos e principais desafios, Velloso alegou que seria “desonerar o Custo Brasil”. Segundo ele, esse é um dos principais fatores que afugentam os investimentos de que o País tanto necessita.

“A matriz econômica dos governos anteriores infelizmente não deu certo. A equipe do presidente Michel Temer (PMDB) veio com o propósito de mudar o cenário, promover reformas e retomar os investimentos, o que também não aconteceu. Enquanto isso, os setores se viram reféns de uma economia fraca e os investidores sem garantia ou segurança jurídica para fazer o País acontecer”, avaliou.

PIB - Dados da Abimaq mostram que o setor responde hoje por 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Esse número já chegou a 40% no passado. E, mesmo assim, ainda contribui com 30% da arrecadação de tributos do País. “O setor exporta 40% de seu faturamento. Somos o setor que mais exporta dentro da indústria de transformação”, informou ainda.

De maneira complementar, o presidente da regional Minas Gerais, Marcelo Luiz Veneroso, ressaltou que, nestes 80 anos, a associação tem mais conquistas a comemorar do que insucessos a lamentar. Apesar disso, conforme o dirigente, hoje a entidade trava uma luta contra a crise econômica, em um contexto em que a indústria, a partir de 2012, começou a ver agravar o processo de desindustrialização.

“Para se ter uma ideia, até o fim da década de 1980, o Brasil aparecia na quinta posição do ranking de países industrializados. Hoje, se encontra na 14ª. A indústria de transformação brasileira, como um todo, perdeu desde então. O setor de bens de capital caiu 50% nos últimos três anos, e o de Minas Gerais, perdeu esses mesmos 50% somente no ano passado”, afirmou.

Como forma de reverter esta situação, a entidade realiza ações junto aos poderes Executivo e Legislativo constantemente, fazendo coalizões com outras associações para propor leis e reformas que ajudem o País. “Ainda vemos um quadro de crise, mas já podemos comemorar com avanço como a reforma trabalhista”.

Resultados - Em relação ao desempenho do setor no acumulado de 2017, o presidente da Abimaq nacional lembrou que este será mais um ano de números negativos e que alguma recuperação poderá ser iniciada somente em 2018. Para isso, porém, o dirigente chama atenção à necessidade de aumentar os investimentos em infraestrutura no País.

“Para voltar a crescer de forma sustentável, o Brasil precisa de uma taxa de investimento entre 21% e 26% do PIB. A estimativa é que encerremos 2017 com recorde negativo de 16%. Ou seja, a retomada da economia e do setor vão ocorrer mais lentas do que deveria”, disse.

Sobre as perdas acumuladas pela indústria de máquinas e equipamentos, que já chegam a 50% nos últimos três anos, Velloso estima que seriam necessários pelo menos cinco anos para retornar aos patamares anteriores. “Para chegarmos ao que era em 2013, teríamos que crescer 100%. Em menos de cinco anos, isso é impossível”, considerou.

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