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Voltar 30/11/2017 - Diário do Comércio

Cenário ainda negativo para o setor em Minas

THAÍNE BELISSA

O clima é de alívio para muitos empresários que enxergam uma retomada da economia no Brasil, mas na indústria de máquinas e equipamentos o cenário não é tão otimista. Relatório divulgado, ontem, pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, sede regional de Minas Gerais (Abimaq-MG), revela queda no faturamento de 3% em outubro em relação a setembro. O índice é mais negativo que o nacional, que foi de -0,4% nessa mesma base de comparação. Apesar de o relatório também trazer números positivos, uma vez que foi registrado crescimento de 3% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, a análise do vice-presidente regional da Abimaq-MG, Marcelo Veneroso, é de que a retomada da economia ainda não inspira confiança para os fabricantes.
 
A queda mais acentuada em Minas Gerais no mês de outubro é explicada pelo vice-presidente por questões pontuais. Ele lembra que, no mês passado, o comportamento foi inverso: o faturamento no Estado foi melhor do que o nacional. “Às vezes uma indústria mineira faz um faturamento mais ou menos razoável e acaba puxando o índice para cima ou para baixo. Como não é uma diferença discrepante não é necessário fazer uma análise mais profunda, é um comportamento normal”, explica.
 
Já na comparação entre o faturamento da indústria mineira em outubro deste ano em relação ao mesmo mês em 2016, há um crescimento de 3%, o que revela que a indústria teve alguma melhora nos últimos meses. Nessa mesma base de comparação o índice nacional também é positivo e até maior, tendo registrado crescimento de 10. Veneroso alerta, entretanto, que essas pequenas variações não representam uma mudança muito significativa do cenário.
 
“Há cerca de quatro ou cinco meses a indústria de máquinas e equipamentos vem apresentando esse mesmo comportamento nos resultados: cai em um mês, cresce em outro, como que andando para o lado. Esse é um cenário que não dá para comemorar, nem para achar que está piorando. O fato é: estamos no fundo poço, rastejando para achar escada de saída”, analisa. Consumo - Uma prova de que a tal retomada da economia ainda não surtiu tanto efeito no setor são os números do relatório nacional sobre investimentos produtivos medidos pelo consumo aparente de máquinas e equipamentos. Eles tiveram uma redução de 5,2% em outubro em relação a setembro deste ano. Na comparação com outubro do ano passado a queda foi de 5,3%. Já no acumulado do ano a queda é de 20,4%: são quatro anos consecutivos de retração no consumo aparente. “Esse dado mostra que o Brasil está consumindo menos máquinas e equipamentos, então é o retrato da falta de confiança do investidor do nosso segmento”, afirma.
 
Até o índice de crescimento registrado no Brasil na comparação de outubro deste ano com o mesmo mês em 2016 é visto com cautela pelo vice-presidente. “Se compararmos o faturamento de outubro deste ano com o mesmo mês do ano passado vamos encontrar um crescimento de 10%. Mas nesse mesmo período o setor registrou o mesmo crescimento de 10% nas exportações, o que nos leva a entender que o segmento cresceu, principalmente por causa da exportação”, destacou.
 
Apesar dos números negativos e mornos, o relatório da indústria em Minas Gerais também traz índices positivos, como o nível de empregos, que teve alta de 1% ante ao mês anterior e de 3% em relação a outubro de 2016. O índice é mais positivo que o nacional. No Brasil, o nível de emprego caiu 0,1% em relação a setembro e teve queda de 3,8% em relação a outubro de 2016. Outro número positivo em Minas Gerais é o nível de utilização da capacidade instalada. Ele cresceu 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e 1,2% em relação a setembro deste ano.
 
Indústria de bens de capital fatura R$ 5,7 bi
São Paulo - Balanço divulgado ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostra que o faturamento do setor subiu 10% em outubro, comparativamente a igual período de 2016. Frente a setembro, porém, as vendas, entre entregas domésticas e exportações, ficaram perto da estabilidade, com leve queda de 0,4%.
 
As fábricas de bens de capital fecharam outubro com faturamento de R$ 5,79 bilhões, o que leva para R$ 55,93 bilhões o total faturado nos dez primeiros meses do ano, ainda um recuo de 3,1%. As exportações, que somaram US$ 897,4 milhões no mês passado, favoreceram o desempenho de outubro, com alta de 49,5% na comparação com o mesmo período de 2016. Ainda na comparação interanual, o consumo interno de máquinas, que inclui as importações, segue em baixa, mostrando recuo de 5,3% no mês passado, quando totalizou R$ 7,07 bilhões. De janeiro a outubro, as compras de bens de capital no Brasil, um termômetro dos investimentos das empresas nas linhas de produção, registraram queda de 20,4%, para R$ 71,16 bilhões.
 
Comparativamente a outubro de 2016, as importações mostraram alta de 2,3% no mês passado, para US$ 1,14 bilhão. Por conta do avanço das exportações, o défi cit comercial, de US$ 241 milhões em outubro, teve um recuo de 53% frente ao saldo negativo de um ano antes. No acumulado de janeiro a outubro, o défi cit comercial dos bens de capital foi de US$ 3,02 bilhões, 51,6% abaixo do montante negativo de um ano atrás. O número do acumulado do ano é resultado da queda de 19,9% das importações, que somaram US$ 10,62 bilhões nos dez meses, combinada ao aumento de 13,1% das exportações, para US$ 7,36 bilhões.
 
O balanço da Abimaq revela ainda que a utilização da capacidade instalada nas fábricas de máquinas chegou a 74,1% em outubro, acima dos 65,6% no mesmo intervalo do ano passado. A ocupação no setor, no mesmo intervalo de tempo, caiu 3,8%. A indústria de máquinas terminou o mês passado empregando 290,8 mil pessoas. (AE)
 

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