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Voltar 26/10/2017 - Diário do Comércio

BENS DE CAPITAL

Mara Bianchetti
 
Enquanto o setor de máquinas e equipamentos nacional amargou baixa de 5,7% no faturamento de setembro sobre igual mês do ano passado, a indústria de bens de capital do Estado registrou alta de 4% na mesma base de comparação. Apesar disso, não se trata de uma reversão nos resultados de Minas Gerais. O desempenho pode ter sido proporcionado por alguma encomenda pontual e não deverá se repetir nos próximos meses.

A análise é do vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) – regional Minas Gerais –, Marcelo Luiz Veneroso. Segundo ele, o desempenho de Minas Gerais precisa ser observado com cuidado. “Esta defasagem é muito localizada e não indica uma tendência. Ocorreu provavelmente por algum equipamento específico que não deverá se repetir”, explicou.

De toda maneira, Veneroso contou que o setor de máquinas agrícolas segue bem robusto em Minas Gerais. De acordo com o dirigente, não quer dizer que a atividade vá salvar o setor, mas é o que está segurando.

“Aqueles que vendem este tipo de equipamento foram os que menos perderam nos últimos anos. Eles cresceram entre 3% e 4% e agora já passou para algo em torno de 5%. Todo mundo sentiu a crise na indústria e aqueles que trabalham para essa área sentiram menos, inclusive, não chegaram a ficar com resultados negativos”, justificou.

Ainda em relação ao balanço do setor de máquinas e equipamentos, as exportações registraram aumento de 5% em relação a agosto e 6% se comparado a setembro do ano passado.

Já o nível de empregos teve alta de 1% em setembro sobre o mês anterior e 5% em relação a setembro de 2016. E o nível de utilização da capacidade instalada cresceu 0,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já em relação a agosto deste ano houve aumento de 2,3%.

Sobre o encerramento do exercício, o vice-presidente confirmou que mais uma vez vai ser registrada baixa no faturamento da atividade em Minas Gerais, representando o quinto resultado negativo consecutivo. O parque setorial de bens de capital do Estado vem apresentando quedas desde 2013. O recuo, desta vez, deverá ser superior a 10%.

“A economia continua mostrando números tímidos. Não existe nenhuma perspectiva de retomada da economia e do setor especificamente para este exercício”, finalizou.

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