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Voltar 26/04/2018 - Diário do Comércio

FATURAMENTO

Ana Carolina Dias
  
Setor em MG registra recuo de 3% no faturamento em março.

A indústria mineira de máquinas e equipamentos não apresentou resultados relevantes em março deste ano. Dados divulgados ontem pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos, sede regional de Minas Gerais (Abimaq-MG), mostraram que, em março, o faturamento do setor apresentou queda de 3% na comparação com o mesmo mês do ano passado e teve leve alta de 2,5% em relação a fevereiro, com um ritmo morno no primeiro trimestre de 2018.

Na avaliação do vice-presidente regional da Abimaq-MG, Marcelo Veneroso, o crescimento do faturamento na comparação com o mês anterior é atípico e o ambiente econômico mais controlado no País, com a melhora dos principais fatores macroeconômicos, ainda não possibilitou que o setor atingisse o patamar de crescimento satisfatório. Segundo Veneroso, o mercado já deveria ter sinalizado uma resposta mais significativa para a indústria de máquinas e equipamentos em Minas.

“Estamos vivendo um processo de recuperação muito lento. Crescer 2,5%, quando já houve queda de 50% nos anos anteriores, representa menos de 1%. A economia ainda não recuperou o tanto necessário para avançarmos de acordo com as expectativas. O aumento da confiança dos empresários fez com que alguns deles observassem sinais de retomada e fizessem investimentos, mas isso ainda não se confirmou. Precisamos melhorar as condições de financiamento para que o País retome os investimentos”, explicou o vice-presidente.

Ainda de acordo com Veneroso, nos últimos meses, os indicadores conjunturais do setor em Minas apresentaram um comportamento lateral na economia, com números instáveis de forma não convencional. Isso pode ser confirmado pelas exportações, que, em março deste ano, caíram 6% na base comparativa com fevereiro e 10% em relação a março de 2017, e o nível de utilização da capacidade instalada, que cresceu 4% na comparação com o mesmo mês do ano passado e 2% em relação a fevereiro.

“A capacidade instalada aumentou um pouco, uma vez que a melhora do cenário econômico fez necessário um pequeno aumento nas contratações. Apesar do índice de emprego ainda se encontrar baixo, já está se utilizando mais as fábricas do que anteriormente”, afirmou.

Expectativas – Os resultados do primeiro trimestre servem como alerta. Eventos como a Copa do Mundo e as eleições, que vão acontecer ainda este ano, podem influenciar negativamente e o crescimento de cerca de 10% para o final do ano pode não ser alcançado, como explicou Veneroso.

“O otimismo do início do ano criou uma projeção de retomada na casa dos dois dígitos para este ano, e os atuais números criam dúvidas quanto às expectativas. Não estamos atingindo os resultados mensalmente e isso acende o sinal de alerta para o final do ano, quando podemos não registrar o crescimento que esperávamos”, disse.

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