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Voltar 25/02/2011 - Jornal Diário do Comércio

Siderúrgicas retomam mercado

Volume embarcado passou de 675 mil/t em janeiro de 2009 para 1,080 mi/t no mês passado. 

RAFAEL TOMAZ. 
ALISSON J. SILVA 
A demanda pelo aço vem aumentando principalmente nos EUA e Europa 

A retomada do consumo e dos preços do aço no mercado internacional, além de contribuir para a redução no volume de importação, também deverá impulsionar as vendas externas das usinas em 2011. Em janeiro, o volume exportado aumentou 60% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, passando de 675 mil toneladas para 1,080 milhão de toneladas. 

Com a redução da diferença entre os preços praticados no mercado nacional e internacional nos últimos meses foi verificado um avanço nas exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado, como os laminados planos e longos. 

Somente em janeiro na comparação com o mesmo período de 2010 os dois produtos apresentaram incremento de 75% e 43% respectivamente, conforme os últimos dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil (IABr). 

Para o analista do Banco Geração Futuro, Rafael Weber, as siderúrgicas e distribuidoras brasileiras estão aproveitando o bom momento verificado no mercado internacional para realizar a exportação de produtos acabados. " uma forma de escoar a oferta verificada no Brasil", disse. 

Segundo ele, a demanda vem aumentando nos últimos meses principalmente nos Estado Unidos e Europa, o que também está elevando os preços do aço. No mercado norte-americano, por exemplo, os valores negociados da bobina a quente acumula alta de 43% desde novembro do ano passado. A bobina a frio registrou incremento de 35% na mesma base de comparação. 

Na Europa também vem sendo verificada sucessivas altas nos preços dos laminados. De acordo com Weber, entre novembro e fevereiro os preços da bobina a quente naquele mercado aumentaram 27%. 

Demanda - Com a alta nos preços, a receita com as exportações brasileiras de aço aumentaram 91,4% em janeiro na comparação com o primeiro mês do ano passado. O resultado alcançou US$ 713,8 milhões, contra US$ 373 milhões em 2010. 

Além da demanda, o analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, lembrou que o aumento do custo da matéria-prima também impulsionou os preços do aço. Em 2010, o minério de ferro e o carvão mineral aumentaram de forma significativa, o que impactou as siderúrgicas. 

Apesar do aumento nas vendas externas de produtos acabados, Galdi lembrou que maior parte das exportações são de aço semiacabados, principalmente placas, que possuem menor valor agregado. Ele explicou que com o excesso de oferta no mercado internacional a exportações desses produtos foi uma forma encontrada pelas siderúrgicas para escoar a produção. 

Em janeiro, os embarques de semiacabados totalizou 627,8 mil toneladas, contra 415,7 mil toneladas no primeiro mês de 2010. O resultado representa incremento de 51% na base de comparação, conforme informações do IABr. 

Já para o analista da Link Investimentos, Leonardo Alves, a continuidade do incremento nas exportações de produtos acabados dependerá do comportamento do mercado. "Se a demanda aumentar no mercado interno as usinas deverão direcionar as vendas para o Brasil", disse. 

As perspectivas para o setor siderúrgico são positivas em 2011, na opinião de especialistas. A melhora verificada no mercado internacional deverá ter como principal efeito a redução das importações de aço para o país. 

De acordo com a analista da Ativa Corretora, Daniella Maia, com a elevação do preço do aço nos principais mercados, o aço nacional ficou mais competitivo. Para ela, o cenário deverá contribuir para reduzir os estoques no país.



Data: 22/02/2011

Fonte: Jornal Diário do Comércio

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