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Voltar 10/11/2017 - Blog: Mirian Gasparin

Evento em Curitiba 80 anos ABIMAQ

A saída para que o Brasil volte a crescer depois de três anos de recessão é o investimento na indústria de transformação, isso por conta de seu maior valor agregado e pelos melhores ganhos de produtividade. Este foi o caminho apontado nesta quarta-feira (8), em Curitiba, pelo presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o empresário José Velloso, em solenidade que marcou os 80 anos de fundação da entidade, que reúne 7.500 indústrias e emprega mais de 300 mil trabalhadores. Segundo Velloso, se o País ficar dependente do consumo, jamais conseguirá crescer, ou seja, não se pode atingir um crescimento consistente através da liberação de recursos do FGTS ou do PIS, como o governo fez recentemente.

Falando a um grupo de industriais paranaenses, Velloso destacou que é necessário que o governo atue em alguns setores. O câmbio, por exemplo, deve assegurar a competitividade da produção e o consequente equilíbrio das contas externas. Nesse sentido, ele sugere, inclusive, a criação de um Conselho Cambial.

Outro pilar importante para um bom ambiente de negócios é a manutenção da inflação baixa. Nesse caso, a Abimaq acredita que o governo deve adotar uma política fiscal responsável, com limitação de gastos públicos em relação ao PIB, e eliminar todos os resquícios de indexação ainda existentes em tarifas ou preços administrados, em salários e em todos os contratos públicos e privados.

Também é fundamental para que o Brasil volte a crescer a implementação de juros adequados. Segundo Velloso, enquanto os juros continuarem elevados, não haverá investimento no setor produtivo. A entidade defende ainda a instituição de uma taxa básica de juros balizada pela inflação futura para remunerar o capital ocioso e os depósitos compulsórios.

Quanto aos impostos, a Abimaq propõe a adoção de uma carga tributária menor, mas isso somente acontecerá através de uma reforma tributária, que simplifique o modelo atual, melhorando consideravelmente a competitividade sistêmica do país.

Por último, o presidente executivo da Abimaq clamou em Curitiba por uma indústria fabricante de bens de capital cada vez mais competitiva. Mas, para que isso se torne realidade, o setor precisa o mais urgente possível se adequar ao novo modelo decorrente da quarta revolução industrial, ou seja da Indústria 4.0.
by vm2

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