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Voltar 11/05/2018 - Informaq Edição: 221 - mai/2018

PALAVRA DO PRESIDENTE

Brasil do futuro. Futuro do Brasil





Todos nós brasileiros crescemos ouvindo falar que o Brasil é o país do futuro. Especificamente com a realização das feiras FEIMEC e AGRISHOW podemos afirmar, com toda a certeza, que o futuro está aqui no setor de máquinas e equipamentos.

Atravessamos a pior e mais duradoura crise dos últimos 100 anos e, mesmo assim, seguimos em frente. Inovamos, desenvolvemos novos mercados, e essas duas feiras demonstraram a pujança do nosso setor. Demonstraram que no nosso setor o futuro já é realidade, especialmente quando olhamos para o Demonstrador de Manufatura Avançada e a Indústria 4.0 na FEIMEC. Um futuro que já está acontecendo com a integração entre clusters de empresas, universidades e institutos de pesquisa que permitirão ao público vivenciar de forma mais detalhada os conceitos e tecnologias envolvidos na indústria 4.0 como: 

- Realidade aumentada 

- Comunicação máquina a máquina

- Internet das coisas

- Inteligência artificial

- Realidade virtual 

Integração essa que vimos tanto na FEIMEC, como na AGRISHOW. Em ambos os casos, pudemos observar que o Brasil ensaia os primeiros passos para a retomada do crescimento e durante a realização dos dois eventos deixamos claro que para que esta retomada seja sustentada ao longo do tempo, temos algumas questões extremamente importantes que necessitam de atenção por parte dos nossos governantes:

1) o setor privado necessita da redução sistemática do “Custo Brasil”

2) prioridade ao crédito a juros de mercado, compatíveis com a atividade produtiva.

3) aprovação da reforma da previdência, indispensável para o ajuste fiscal e para que o estado tenha condições de retomar sua capacidade de investimento, 

4) a simplificação do sistema tributário com a eliminação dos impostos não recuperáveis embutidos nos investimentos e nas exportações,

5) revisão da estrutura das tarifas de importações que restabeleçam uma escalada tarifária nas cadeias produtivas dando à indústria brasileira condições mínimas de competir com os produtos importados. Aqui e no exterior. 

Temos acompanhado notícias cada vez mais frequentes de propostas de abertura comercial do Brasil de forma unilateral. Esta discussão já permeia áreas do governo federal. São soluções simples para problemas complexos. Nós, da ABIMAQ que representamos 12% do total das exportações de manufaturados do Brasil somos a favor da abertura comercial do país. No entanto, não podemos promover uma abertura comercial unilateral de forma ingênua, não adianta promover uma abertura sem antes cuidarmos para que as condições de competição sejam iguais.

Ter como prioridade a abertura comercial sem antes eliminar as assimetrias será um grande equívoco. A chance de não funcionar é enorme. Por essa razão, defendemos, em todas as instâncias do governo que antes, o Brasil priorize uma agenda de competitividade, começando com uma taxa de juros civilizada para o capital de giro das empresas e para os investimentos. Câmbio competitivo e previsível, com desoneração dos investimentos. 

Aliás, o Brasil é o único país do mundo que tributa investimentos. Nunca defendemos políticas protecionistas, mas sim, a isonomia na competição com nossos concorrentes internacionais.

Na verdade, precisamos de um projeto de país, com representantes políticos que pensem nas próximas gerações, deixando um legado onde tenhamos a valorização dos nossos potenciais e com isso um crescimento compatível com nossas necessidades, tamanho e importância. 

Precisamos, portanto, como já mencionado, persistir na implementação das reformas estruturais: da previdência, tributária e política, pois serão elas, efetivamente, que irão fazer a diferença e dar à indústria isonomia e condições de voltar a investir e contratar, contribuindo para diminuir o desemprego no país, dando dignidade para um universo ainda superior a 13,7 milhões de trabalhadores que precisam voltar a trabalhar e contribuir com a construção de um futuro melhor a todos os brasileiros.


João Carlos Marchesan
Administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ/SINDIMAQ

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