Buscar por:  

Assine o RSS

Voltar 06/04/2018 - O Globo

TRIBUTAÇÃO

Governo quer reduzir tarifas de importação

Proposta da Fazenda é que, em quatro anos, alíquota média caia de 14% para 4%

-BRASÍLIA- Em meio a uma onda de protecionismo mundial, o governo se prepara para retomar o processo de abertura comercial do mercado brasileiro, interrompido na década de 1990. O Ministério da Fazenda vai propor consulta pública, que dependerá da aprovação da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com um cronograma de redução das tarifas de importação de bens de capital, informática e telecomunicações em quatro anos. A ideia é que, em 2021, a alíquota média desses produtos, atualmente de 14%, caia para 4%, não importando se esses itens são fabricados no Brasil.

Segundo o secretário de assuntos internacionais da Fazenda, Marcello Estevão, o debate em torno da nova política comercial não vai atrapalhar negociações em andamento, como a discussão sobre livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Ele explicou que a ideia é começar com itens que têm importância fundamental para a economia brasileira, usados praticamente por todos os setores.

— Produtos como bens de capital e bens de informática são insumos para todos os setores. A diminuição gradual traria um benefício significativo para todos os setores, que teriam acesso a máquinas mais baratas — afirmou Estevão. BRASIL É 25º MAIOR EXPORTADOR O secretário, que vai explicar a proposta na segunda-feira no Rio, em um evento da FGV, ressalta que o Brasil é um país fechado: está entre as dez maiores economias do mundo, mas, no ranking dos exportadores, está na 25ª posição. Ele sabe que haverá pressão de alguns setores contra a abertura. Mas lembrou que o baixo crescimento da economia se deve a um modelo que privilegiou a produção nacional, em vez de buscar a integração ao fluxo de comércio internacional:

— Os países têm de se especializar nos produtos em que têm vantagens comparativas e participar dos fluxos de comércio internacionais. É uma das melhores maneiras de sair da chamada armadilha da renda média.

O Brasil chegou a 40% do nível de produtividade americana no início da década de 1980. Atualmente, está em 25%.

— Ao importar produtos que você não tem vantagem comparativa para produzir, aprende-se a tecnologia com que foram feitos. O processo produtivo fica mais barato e ainda dá para exportar mais. País que exporta muito é país que importa muito — disse Estevão.

Fonte: O Globo, 06 abr. 2018

by vm2

ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Maquinas e Equipamentos.
2018 Todos os direitos reservados.

Rua: Santa Luzia, 735 - sala 1201 - Centro - CEP: 20.030-041 - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2262-5566
E-mail: srrj@abimaq.org.br